Resenha: “O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares”, de Ransom Riggs

15.07.2016

Tá, ok. Tá todo mundo falando desse livro, agora que vai sair filme, mas eu sempre olhei para ele nas livrarias e pensei “Hum, por que não?”. Confesso que me interessei mais ainda depois que saíram as primeiras imagens da adaptação para cinema, mas posso dizer que é uma leitura rápida e bem gostosa.

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(Divulgação/Leya)

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O livro que deu origem ao filme de Tim Burton! Com estreia marcada para setembro deste ano, o trailer começou a circular nas redes sociais em 15 de março e, até agora, já teve mais de 2,5 milhões de visualizações. Eleito uma das 100 obras mais importantes da literatura jovem de todos os tempos, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, é um romance que mistura ficção e fotografia. A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas. Traduzido para mais de 40 idiomas.

“Mesmo sem as fotos, esta seria uma história emocionante, mas as imagens dão um irresistível toque de mistério. A narração em primeira pessoa é autêntica, engraçada e comovente. Estou ansioso para o próximo volume da série!” Rick Riordan, autor da série Percy Jackson e Os Olimpianos

“Um romance tenso, comovente e maravilhosamente estranho. As fotos e o texto funcionam brilhantemente juntos para criar uma história inesquecível.” John Green, autor de A culpa é das estrelas

“Vocês têm certeza de que não fui eu quem escreveu esse livro? Parece algo que eu teria feito…” Tim Burton

A história começa com Jacob em sua vida de garoto de cidade grande, classe média alta, com um avô muito peculiar que o conta histórias sobre um orfanato diferente, como ele. É claro que, como quase todos os garotos, Jake não dá muita credibilidade, ainda mais com seu avô lhe mostrando fotos de crianças que mais pareciam mutantes, antes da Segunda Guerra Mundial. Mesmo com a falta de tecnologia e recursos, parecem montagens muito ruins¹.

Minha mesa lá na editora. Tem papel higiênico e remédio porque SOU ALÉRGICA. Obg.

Quem vê pensa que é um livro de terror, pelas fotografias contidas no miolo. Mas, apesar de ser um romance infantojuvenil, a agonia parece não ir embora, em determinada parte do livro para o fim. O autor pensou muito bem ao apresentar todos os fatos e personagens, antes da ação começar (o que me rendeu alguns bocejos pelo caminho).

Me encantei muito pelas crianças peculiares e pela parte do País de Gales em que moram. Com toda a certeza, se possível, carregaria fotos de cada um em meu bolso.

O que não gostei é que Ransom Riggs parecia achar que o personagem não era forte o suficiente para passar por todas as barreiras que vinha passando principalmente depois das primeiras cenas de ação; Me decepcionou a forma como o pai de Jake parecia uma pessoa totalmente vulnerável e fraca, em determinadas reações; Os vilões me irritaram um pouco também. Urgh! Achei as personalidades meio fracas. Uma pena.

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Me arrisquei demais lendo o primeiro livro de uma série, mas senti que seria bom. Apesar da preguiça que alguns capítulos me deram, ainda mais pelo autor ser meio almofadinhas nesses trechos específicos, gostei um pouco. Acho que soube prender bem minha atenção e me dar… gastura, na maioria das vezes.

Houve algum arrependimento por ter lido? Não porque sempre tive vontade, massss rolou uma certa decepção. Ainda assim, quero muito ler o segundo volume –Cidade dos Etéreos –, que já saiu pela Intrínseca (na boa?), e o terceiro que está para sair.

Ah! A adaptação para cinema, O Lar das Crianças Peculiares, dirigido por Tim Burton, estreia dia 29 de setembro deste ano, no Brasil. Ainda sobre o filme, parece que trocaram os nomes de duas personagens. Uma é a principal e a outra aparece em algumas partes cruciais para o desenvolvimento do desfecho. Confesso que fiquei meio triste e já vi alguns fãs reclamando na página da produtora. Nos resta esperar.

Nota: 4/5

¹ Depois que terminei de ler, notei a presença de uma tabela no fim do livro, onde diz que todas as fotos são de acervo pessoal de colecionadores. Medo, né?

Trilha sonora: Of Monsters and Men – My Head is An Animal


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