Posts arquivados em Tag: livros

19 jun, 2016

Inspiração: Capas de livros de fantasia

Desde que me conheço por gente, admiro muito a arte de transmitir uma história por apenas uma imagem estática, tenha algo escrito ou não; acho que devo isso à minha paixão pela publicidade.

Depois que entrei para o mercado editorial, passei a estudar muito mais capas de livros e a maneira como elas têm a primeira conversa com o público; afinal, o dever da capa é chamar atenção do cliente, para que ele tenha vontade de ler a sinopse e as orelhas.

Fiz aqui uma seleção do meu gênero favorito: ficção fantástica, que sempre me inspira quando preciso criar algo novo.


Divulgação.

As Faces da Luz | As Faces da Sombra (Divulgação)

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A Seleção | A Elite | A Escolha | A Herdeira | A Coroa (Seguinte/Divulgação)

Rainha de Copas, de Colleen Oakes Versão brasileira comparada às versões originais: a primeira (que me baseei para criar) e a segunda que saiu há pouco tempo.

Rainha de Copas, de Colleen Oakes (Divulgação). Versão brasileira comparada às versões originais: a primeira (que me baseei para criar) e a segunda que saiu há pouco tempo.

Em algum lugar nas estrelas (DarkSide Books/Divulgação) e a versão original, Navigating Early, de Clare Vanderpool

Em algum lugar nas estrelas (DarkSide Books/Divulgação) e a versão original, Navigating Early (Divulgação), de Clare Vanderpool

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Sublime (Universo dos Livros/Divulgação) e a versão original, de Christina Lauren.


E aí? O que acharam?

25 maio, 2016

Dia do Orgulho Nerd

Não esqueça de trazer sua toalha porque hoje é Dia do Orgulho Nerd!

Você sabe por que este dia é comemorado?

Ele surgiu de uma iniciativa que defende o direito de todos em ser um nerd, e para promover a cultura nerd/geek. A data foi escolhida para comemorar a estreia do primeiro filme da série Star Wars, em 25 de maio de 1977 (mas o Star Wars Day permanece em 4 de maio), porém é o mesmo dia de “feriados” de fãs semelhantes: o Dia da Toalha, para os fãs da “trilogia de cinco” O Guia do Mochileiro das Galáxias, em homenagem ao seu escritor Douglas Adams, e o Glorioso 25 de Maio para os fãs da série Discworld, em homenagem ao seu escritor Terry Pratchett. A iniciativa teve origem na Espanha em 2006 com o “Dia del Orgullo Friki”, e se espalhou pelo mundo através da internet.

Wikipedia

Para comemorar este dia tão especial, fiz uma seleção de filmes e livros. Aproveitem muito o nosso dia e as dicas!

Filmes nerd para assistir neste dia tão especial

Filmes para o #diadoorgulhonerd

Livros nerd para ler e presentear

livros

Feliz dia!

Imagens: Divulgação.

15 mar, 2016

Tercinha da resenha: “Ela Não É Invisível”, por Marcus Sedgwick

Hey! Terça-feira de mais uma resenha. Resolvi falar de um livro que possui uma capa muito bem elaborada
e de um conteúdo mais elaborado ainda. “Ela não é invisível” é um livro juvenil, porém bastante enriquecedor.

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Título: Ela Não É Invisível
Autor: Marcus Sedgwick
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Compre: Físico: Saraiva, Amazon, Cultura | Digital: LevKindle, Kobo
Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

Sinopse: Laureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue terminá-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York. Convencida de que algo muito errado está acontecendo, ela toma uma decisão impulsiva e perigosa: rouba o cartão de crédito da mãe, sequestra o irmão mais novo e entra em um avião rumo a Nova York para procurar o pai. Mas a cidade grande guarda muitos perigos para uma jovem cega e seu irmãozinho de 7 anos.

Laureth Peak é filha de um escritor renomado de livros humorísticos. Para ajudar seu pai, Jack Peak, Laureth é responsável por responder os e-mails que ele recebe de seus fãs e críticos. Nisso, ela recebe um e-mail estranho, no qual um homem afirmava ter o caderno de anotações de seu pai, e que ela teria que ira até Nova York para obtê-lo novamente e pagar a recompensa que ele propunha. Como o caderno de seu pai havia ido parar tão distante, sendo que ele tinha viajado para a Suíça? Seu pai, havia decidido mudar o gênero de seus próximos livros. Obsessivo pelo número 354, Jack viajara incontáveis vezes atrás de informações sobre coincidências para produzir a sua nova obra.

Intrigada e disposta a ter o caderno de volta, Laureth cheia de indagações, decide ir da Inglaterra para os Estados Unidos, a procura de seu pai. Ela não contava com o apoio de sua mãe, visto que seus pais estavam em constante discussões e desavenças, dada a circunstância paranoica dele.

A menina resolve roubar o cartão de crédito de sua mãe e de quebra levando seu irmão consigo, ela se aventura para um destino incerto e perigoso. Sem enxergar, devido a sua cegueira, Laureth deve confiar em seu irmão Beijamin, de apenas 7 anos, e em seu instinto, até encontrar seu pai.

Esse livro foi uma inconstância para mim. Fiquei sabendo de sua existência no segundo semestre do ano passado, meio em dúvida se iria ler, já que a sinopse não havia me convencido muito.

Mas a prímicia de lê-lo foi algo prazeroso. A personagem principal é sem dúvida cativante, forte e uma personalidade totalmente diferenciada. Claro, sem deixar de lado seu irmão, que tem sua dose cativa. Ajudando a irmã em todos os momentos nessa ideia louca, logo já se nota a solidão dessa criança, mas nada que o deixe de merecer ser lembrado.

Não se engane com Laureth, ela pode ser cega, mas é independente, e enfrenta suas limitações, seus sentimentos estimulam a leitura, ainda mais pela narrativa ser em primeira pessoa. E ter uma linguagem mais acessível. Ela não é invisível, critica fortemente o preconceito sofrido pelos deficientes físicos. Não conseguimos compreender as limitações dos outros, até que ele se torne nossa condição ou de alguém ao nosso redor.

Se você olhar por outra perspectiva, e tratar a personagem como algo real, a lição que aprendemos é perfeitamente como um murro em nossas barreira e pré-julgamentos. A sua força de vontade é algo especial, não importa sua fraqueza física, ela ultrapassa isso facilmente. Sem contar a admiração de Laureth por Jack, as dificuldades que ela e seu irmão enfrentaram, mas um se apoiando no outro, a relação dos irmãos no decorrer do livro é algo emocionante.

“Não me importo em ser cega. O que me incomoda são as pessoas me tratando como se eu fosse idiota.”

No caderno de seu pai, havia várias referências de Carl Jung, Edgar Allan Poe e Freud. O autor Marcus Sedgwick, no final de alguns capítulos, mostrou aos leitores o que Jack escrevia em seu livro. Leis da física, vários pensadores enaltecidos nas ideias do personagem a cerca de “coincidências”. O mistério desse livro é carregado até o fim, onde o autor toma um rumo que pode não ser tão agradável, mas compreensível. Marcus Sedgwick, consegue explorar uma bela reflexão filosófica, além de se aprofundar em um mundo de incertezas e perspectivas de personagem totalmente reversos. É uma trama juvenil que vale a pena conferir, e se deixar envolver por um novo olhar.

Nota: 4/5 — Só pelo final não ter superado tanto as expectativas, e pelo fechamento que o desencadeou.

14 mar, 2016

Eu fui: Praxe Literária em Campinas

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Dia 05 de março, sábado, fui à Campinas para participar do Praxe Literária, evento organizado pelas blogueiras Letícia Iarossi, Adriana Mantovanelli e Helen Takahashi, que ajuda a divulgar novos nomes na literatura brasileira, não importando o gênero ou a classificação etária.

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Claro que fui prestigiar o queridíssimo, fofíssimo e maravilhoso Lucas Benetti, que está bombando com seu primeiro livro infantojuvenil, Andurá, e também a linda e diva Lari Azevedo, blogueira no Burn Book e que já está em seu segundo livro interativo, Minha vida dava uma série.

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Teve música, com um casal novinho que amava Nando Reis e Clarice Falcão,e que até cantaram Raul! Teve apresentação de cada autor, de forma independente, mostrando suas obras e contando um pouco do processo criativo — Lucas não poderia deixar de mencionar sua viagem à Escócia e o clube de ideias fictício, levando o público às gargalhadas.

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Lari AzevedoLucas Benetti
Foi um evento divertido e cheio de novidades, tanto por parte dos autores quanto por parte das editoras que apoiaram. Ele aconteceu no auditório da Livraria Leitura, no Shopping Dom Pedro e foi repleto de sorteios, concursos e questões — mais ou menos sanadas, enquanto o público perguntava e os autores respondiam.

É claro que eu tinha que ganhar algum sorteio...

É claro que eu tinha que ganhar algum sorteio…

Por fim, os autores autografaram seus livros, vendidos lá mesmo, e também o banner que tinha a fotinho de cada um.

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E você? Já foi a um evento literário?

23 fev, 2016

“O Demonologista”, por Andrew Pyper

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“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O DEMONOLOGISTA (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.
Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

Já tem um tempo que eu li O Demonologista – li alguns livros depois, inclusive –, mas queria muito falar dele aqui no blog, por ser um livro numa pegada diferente e tudo mais.

Título: O Demonologista
Autor: Andrew Pyper
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 320
Compre na Amazon: Físico | Digital
Adicione no Skoob: Nacional | Original

Comecei a ler por influência do bonito do Lucas, que pegou emprestado de uma amiga nossa. Ele falava do livro com tanta empolgação que tive que ver com meus próprios olhos, literalmente.

Baixei no Kobo e tentei acompanhá-lo. No prefácio fiquei com o coração e os cabelos na mão, sentindo-me um pouco mal – tenho sensibilidade à essas coisas –, ainda mais sendo narrado pela filha de David Ullman, uma criança de apenas nove anos.

Pois bem, os fatos começaram a ocorrer e eu comecei a devorar o livro somente no caminho de casa para o serviço. O anseio pela cena da primeira possessão me deixou muito apreensiva, me fazendo praticamente engolir o livro até quando estava em casa. . Sou muito suscetível à espaço e tempo e a narrativa de Andrew Pyper prende demais, DEMAIS; quem me conhece sabe como dou valor à uma boa narrativa.

O Demonologista - Outtamind.com

Em seguida a menina some e nós não sabemos o que realmente lhe acontece… e acho que a emoção deu uma freada por aí.

As cenas de possessão já não me deixavam mais agoniada e eu ansiava pelo desfecho do livro. Acho que Ullman sofre demais durante todo o tempo, por mais que ele tenha passado a acreditar em coisas que antes duvidava. O fim é incerto. Eu tive uma interpretação, Lucas teve outra… o que nos rendeu um almoço de discussão. Inclusive ele disse, desde o início, que achou ser parecido com Constantine. Eu nunca assisti – porque, oi, minha irmã mais velha não me deixou na época, embora eu nunca tivesse medo de filmes –, então não tenho como opinar neste caso.

O acabamento do livro é nota 10. A DarkSide Books investiu e muito bem nisso. A lombada parece ter sido arrancada ou ter caído, assim como livros antigos. A capa é dura, tem laminação soft touch e um tipo de verniz localizado que simula algo arranhado.

Nota: 3.5/5só porque o enredo foi superestimado; infelizmente, eu esperava mais.