Resenha: “The Tudors”, série da Showtime

19.07.2016

Já que eu dei a louca das séries, ainda mais de férias da faculdade, fui me aventurar pelo mundo de indicações da Netflix. Me deparei com The Tudors. Minha amiga, que já tinha assistido, me convenceu a continuar a ver.
O incentivo dela só ajudou, porque a série é ótima. E se você, assim como eu, não assistiu ou já ouviu falar e ficou com preguiça, vale muito a pena ver.

Divulgação/HBO

Divulgação/HBO

No período em que “The Tudors” começa, Henrique VIII (vivido por Jonathan Rhys Meyers), então casado com Catarina de Aragão (Maria Doyle Kennedy), princesa de Espanha, católica convicta e adorada pela população inglesa.

Apesar de acomodado no casamento, o rei não era exatamente flor que se cheire. Henrique pegava todas as mulheres que ele achava bonita, inclusive casadas.

A série retrata bem a insatisfação de Catarina, claro que ela sabia tudo o que se passava por seu reino.
Num belo dia, Henrique  coloca os olhos em uma desconhecida dama da corte, que imediatamente lhe chama a atenção.

Trata-se de Ana Bolena (interpretada por Natalie Dormer, a gente até então podia encontrá-la atuando em Game Of Thrones), a bela filha de Thomas Bolena, Conde de Wiltshire.

O Rei logo começa a cortejar a moça, e Ana não demora a corresponder o interesse, mas sendo inteligente como era, e orientada por seu pai e irmão, trata de proteger a perseguida, mantendo assim o interesse do seu pretendente, e não se tornando apenas mais uma na longa lista de conquistas reais.

Ana quer ser nada mais, nada menos, que a Rainha da Inglaterra, colocando Catarina de Aragão para escanteio. E ela consegue instigar Henrique, o enlouquecendo e seu reino junto para conseguir o que queria. Henrique VIII, louco de amor, decide pedir a anulação do seu atual casamento, já que sem isso não poderia unir-se a Ana Bolena e assim consumar a relação.

Divulgação/Showtime

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Henrique, perde seu filho pela doença do suor, filho de uma relação extra-conjugal, e Ana quase morre também, mas para tristeza de Catarina, ela resiste. Para sua raiva, a Igreja Católica, após longo debate, comete a temeridade de recusar o pedido real.

É a oportunidade perfeita para Thomas Cromwell, conselheiro real e intrigante de plantão, soprar ideias protestantes na orelha atenta de Henrique. O plano era romper em definitivo com a Igreja Católica e assim acabar com a submissão do rei inglês ao Papa. Em substituição, seria fundada a Igreja da Inglaterra, devidamente assentada sobre ideais protestantes, e na qual o Rei seria a autoridade suprema, decidindo o que melhor lhe conviesse em assuntos religiosos. Inclusive anulações de casamento. Thomas entrega um livro para Ana, e então ela começa a colocar ideias e controvérsias em sua mente, dizendo que o rei era o representande de Deus na terra.

A partir daí, a série prossegue acompanhando a evolução das intrigas políticas, religiosas e amorosas, a oposição de Roma e da Espanha (que não queria ver Catarina destronada), a ascensão dos protestantes e de Ana Bolena nas graças do Rei, e o duelo Thomas Cromwell versus Thomas More (Filósofo, e defensor assíduo do Cristianismo).

Enfim, resenhei somente a primeira temporada, mas as outras são fantásticas também. É só pra incentivar a assistirem, e se apaixonarem por essa série assim como eu. Pra quem gosta de Reinos, Reis, Imperadores e toda aquela intriga rolando, The Tudors é pra você.
Aproveitem que ela só tem 4 temporadas e que é finalizada. Dá pra assistir bem rapidinho.

Se você tem alguma série e que queira ver resenhada aqui, só deixar um recadinho pra gente.
Beijos e até a próxima.


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