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07 out, 2016

Tea Connection: chá e muito amor

Por esses dias, tive a brilhante ideia de visitar uma das casas de chá mais fofas que sigo pelas redes sociais: A Tea Connection. Confesso que sempre fui uma grande admiradora pela interatividade com os frequentadores nas redes sociais (que eles chamam de amigos) e pelas fotos maravilhosas que sempre me deixam com água na boca. Por fim, decidi ir e experimentar!

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Chá gelado

Para começar o dia na Tea Connection, pedi um chá gelado, da chamada iced tea collection. Desculpe por não lembrar o nome! Fucei nas redes sociais e nos sites da casa, mas também não encontrei :( É esse aí da foto do mason jar, composto de chá de frutas vermelhas, abacaxi, um cyrup secreto e não precisa de açúcar (pelo menos eu não achei azedo ou amargo).

Almoço

No dia que fui, o brunch era servido até as 14h, e eu só percebi quando alguém passou recolhendo os cards de aviso. Porém, já tinha pedido um prato chamado salmão da casa com risoto de arroz preto, gorgonzola e parmesão, acompanhados por salada de rúcula, cogumelos, tomates-cereja e nozes. Achei que o salmão poderia ter sido um pouco mais bem passado – mas não tira os méritos do prato: estava muito saboroso.

Sobremesa

Fiquei morrendo de vontade de comer uma tal sobremesa chamada vulcão de chocolate, porém estava esgotada no dia :( Por fim, comi um “bolinho” de maçã (digo “bolinho” porque não tinha farinha nem massa) com algumas nozes, castanhas e amendoim, e sorvete de creme. Tipo um petit gâteau, mas sem o recheio. Admito que não fui fã porque achei muito doce e também por não gostar tanto assim de doces de maçã, mas para quem gosta é maravilhoso (me disseram).

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Chá gelado

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Salmão da casa

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Sobremesa

Chá quente

Você sabe, sou viciada em chá, porém sou cautelosa quanto aos sabores que existem por aí, e, já que nunca largarei meu bom e velho chá preto – principalmente em dias frios e quando estou com dificuldades para manter os olhos abertos –, pedi o tradicional Earl Grey, famoso pela marca Twinings (chá preto com óleo de bergamota, que suaviza o gosto forte com o sabor cítrico).

O chá veio na cestinha de infusão dentro de uma chaleira de porcelana, acompanhada por uma xícara e uma ampulheta que marcava dois minutos – me ensinaram que deveria ficar em infusão por quatro minutos antes de beber. Acho que foi o Earl Grey mais saboroso que já tomei e ainda me serviu três xícaras.

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Como veio o chá – e a ampulheta

Sobre a Tea Connection

Queridinha dos famosos 2.0, a Tea Connection traz tudo de mais delicioso para suas mesas, seus chás e pratos, e de sustentável para seu restaurante e loja. Estão preocupados em servir bem, mas também em cuidar do meio ambiente. Segundo o site, várias atitudes vêm sendo tomadas para: diminuir o consumo de água e de energia elétrica, melhorar a oxigenação do ambiente, e separar e reciclar materiais.

Além de chás, tea lattes, águas de fruta, refeições (brunch ), sobremesas e cafezinhos, a Tea Connection conta com uma seleção de chás, infusões e kits a venda, para presentear alguém ou a você mesmo.

Não, as fotos das redes sociais não são meras fotos publicitárias. Tudo o que pedi veio exatamente como apresentado no cardápio. Dá para sentir no paladar como é feito com muita dedicação e amor.

Preço: $$$$$ – Custa um pouco mais que os restaurantes de fast-food e exatamente como outros cafés. É um ótimo exemplo de custo x benefício.

Nota: 5/5 – Recomendo? Sim! E muito! Se pudesse, almoçaria, jantaria ou tomaria um chá das cinco lá todos os dias.

Onde fica?

Alameda Lorena, 1271, Jardim Paulista, São Paulo. É possível ir de metrô, pegando a linha 2-verde e descendo na estação Consolação ou Trianon – Masp. Além do Brasil, também há filiais da Tea Connection na Argentina, no México e no Chile.

Siga a Tea Connection nas redes sociais:

Instagram: teaconnectionbrasil
Facebook: teaconnectionsp

18 abr, 2016

A origem do chá

chá
sm (chin chá) 1 Bot Planta da família das Teáceas (Thea sinensis ou Camellia theifera), originária da Índia e da China, onde é grande seu valor econômico. Suas folhas contêm cafeína e teofilina; chá-da-índia. 2 As folhas dessa planta, preparadas e secas. 3 Infusão dessas folhas. 4 Reunião em que se serve chá. 5 Bot Nome genérico de várias plantas de que se faz infusão: chá-da-índia, chá-mate. 6 Farm Infusão de planta medicinal ou aromática: chá de erva-cidreira. (Michaelis)

Não é muito clara a origem do chá, havendo lendas em torno do assunto. Alguns lugares dizem ser na China, em 59 a.C., em outros dizem ter registros também na China, porém por volta de 2700 a.C.

Portugueses começaram a levar chá do Oriente para a Europa, para consumo próprio, fazendo, assim, o produto se tornar conhecido e chamar a atenção de holandeses, que foram os primeiros a importar para venda, no fim do século XVI. Logo o chá criou fama na Holanda, espalhando-se por outros países da Europa Ocidental, entre as famílias ricas.

A primeira data de anúncio publicitário sobre chá na Inglaterra se passa em setembro de 1658, dizendo “China Drink, called by the Chinese, Tcha, by other Nations Tay alias Tee“, traduzindo para o português “Bebida da China, chamada de Tcha pelos chineses e por outras nações Tay e Tee”. Porém foi o casamento de Charles II com a portuguesa-viciada-arrumida-em-chá, Catarina de Bragança, o ponto de mudança da história do chá no Reino Unido.

(In Green/Shutterstock)

(In Green/Shutterstock)

Graças à princesa, então rainha, a East India Company começou a importá-lo para venda no Reino Unido, em meio à classe mais rica, por ainda ser um produto caríssimo e fora de cogitação entre o povo pobre. De fato, as taxas de importação eram tão altas que a venda quase foi vetada no país – cerca de 25 centavos de libra a cada libra vendida, em 1689. Em 1692, a taxa foi reduzida a 5 centavos, e, mesmo assim uma rede criminosa de contrabando de chá (!) foi criada, espalhando o consumo entre todos. Notando a perda de fundos, em 1784 o governo britânico resolveu diminuir a taxa de 119% para 12,5% sobre o produto, tornando assim possível o consumo entre todas as classes.

Até então não se sabia se o consumo era prejudicial ou bom para a saúde. Naquela época, dizia-se que o consumo excessivo de chá poderia levar à perda de força e depressão (!). O debate perdurou até o século XIX e só terminou no meio dele, quando uma nova geração de filantropos percebeu, por fim, a importância do chá até mesmo no meio de uma jornada de trabalho – eu que o diga –, então até começou a ser servido no lugar da bebida alcoólica em eventos sociais.

(Ramon Antinolo/Shutterstock)

(Ramon Antinolo/Shutterstock)

Durante a Primeira Guerra Mundial o chá se tornou oficialmente a bebida mais importante do Reino Unido, por conta de seu preço acessível entre todas as classes, e seu consumo foi controlado pelo governo britânico, a fim de garantir que todos tivessem seu chá da tarde. Já em meio à Segunda Guerra Mundial, o consumo foi racionado durante o período de 1940 a 1952, retornando às vendas em leilões de chá (!), que eram tradicionais desde 1706 (oi, Twinings), porém que perderam o valor com o tempo – pudera, é de leilões que estamos falando. Mesmo assim, o último ocorreu no dia 29 de junho de 1998.

Com os leilões de chá em extinção, uma nova forma de bebê-lo foi criada: o saquinho! Ele foi inventado nos Estados Unidos, no início do século XX, no entanto as vendas na Grã Bretanha começaram a alavancar nos anos 1970. Você consegue imaginar a vida usando somente infusores e chaleira?

(Marta Meos/Shutterstock)

(Marta Meos/Shutterstock)

As companhias britânicas de chá continuam sendo as maiores do mundo, importando e exportando do Ocidente para o Oriente, e vice-versa, com pesquisas comprovando que traz muitos benefícios à saúde, de forma geral. Mas isso é assunto para outro post!

E aí, gostaram? Digam o que acharam aqui nos comentários ou lá na página do Outtamind no Facebook.

Beijinhos!

Fonte: Tea.co.uk

17 mar, 2016

Um amor chamado “chá”

Não sei a relação de vocês, mas a minha vida começou a ficar melhor depois que comecei a tomar chá todos os dias — e algumas muitas vezes por dia, diga-se de passagem. Consegui curar uma gastrite nervosa, nervos à flor da pele, e muitas outras condições pessoais, com o auxílio dessa maravilha.

Há alguns anos eu era a tal “café com leite”, que não conseguia tomar nada além de leite — com café, chocolate e suas variações — pela manhã e durante o dia. Até hoje não tomo café puro, mas o chá… Ah, o chá…

(Alena Haurylik)

(Alena Haurylik)

Meu tio, um ótimo vegano, sempre me perguntou como que eu tinha o sonho de ir para a Inglaterra, sendo que não bebia chá. Quando eu era pequena, tomava muito… só que mate. Com o tempo, meu estômago passou a ter uma rejeição absurda a coisas fortes, como chá mate, cappuccino, gengibre etc., daí parei. Hoje consigo tomar cappuccino e coisas com gengibre sem passar mal, mas o chá mate… já era.

Quando comecei a trabalhar na editora, minha jornada diária mudou consideravelmente. Antes, era uma estagiária que trabalhava 6 horas por dia e levava marmita para almoçar na agência. Depois, passei a trabalhar 8 horas, mais horário de almoço e tempo gasto no transporte público e na faculdade, ou seja, mais de 16 horas fora de casa, comendo comida não muito saudável e ainda tendo esse estresse de estar fora por muito tempo.

Com tudo isso, eu precisava comer mais vezes no dia (imagina passar mal?) e tomar algo que não fosse só água (desculpa, mãe). Na copa da editora tem uma bancadinha cheia de chás, foi lá que experimentei o de morango; nem gosto dele de hoje, mas foi minha porta de entrada para o magnífico Universo do Chá.

(Ramon Antinolo)

(Ramon Antinolo)

Uma das melhores iniciativas que tomei na vida (haha!), foi tornar o ato de tomar chá um hábito. É claro que comecei aos poucos, com sabores cítricos e com muito açúcar, porém hoje encaro os temidos chás pretos e verdes, de várias origens.

Hoje, sou grata e orgulhosa em dizer que beber chá é um de meus maiores vícios — e é um vício bom. Tem dia que consigo tomar quatro, cinco vezes, sempre variando o sabor, sem que me faça mal. É claro que tudo em excesso não é bom — tipo chá preto, não faça isso! –, mas eu bebo sem medo.

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Eu, a personificação da felicidade, em frente à única loja da Twinings no mundo, desde 1706.

Quando fui para a Inglaterra, disse para minha família que traria uma mala só de caixas da Twinings, porém acabei não fazendo isso — embora tenha trazido bastante, nunca é o suficiente. O negócio é tão divino que no nosso quarto tinha uma chaleira elétrica, fazendo-me, assim, tomar um belo chá toda noite, antes de dormir, e às vezes na parte da manhã também.

(eriyalim)

(eriyalim)

Vocês gostam de chá? Contem aqui quais são seus favoritos!

E isso aqui é só um teaser para o que vem por aí…

03 mar, 2016

Biscoito amanteigado (Shortbread cookie)

Se tem uma coisa que eu gosto de fazer, é doce. Há uns anos aprendi a fazer cookies, depois mousse de limão, ganache… minha última aquisição à biblioteca de receitas do meu cérebro foram os shortbread cookies, ou “biscoitinhos amanteigados”, originais da Escócia.

No início do ano, inventei de fazer pro pessoal lá do serviço, numa festinha nossa, mas só hoje me dei conta de que misturei algumas receitas, não fazendo exatamente daquele site que tooodo mundo conhece.

Eis aqui minha receitinha particular. Espero que gostem e façam também!


INGREDIENTES

2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de margarina (eu uso a qualy)
3 colheres de sopa de açúcar
Essência de baunilha a gosto (eu recomendo uma colher de chá)
Açúcar de confeiteiro a gosto

Tempo de preparo

40min

Rendimento

por volta de 20 bolachinhas

MODO DE PREPARO
  1. Misture a farinha e o açúcar num recipiente
  2. Adicione a essência de baunilha ao pó de uma vez e a margarina aos poucos
  3. Misture bem até que a massa fique homogênea e grude pouco na mão. Se precisar, polvilhe farinha na superfície, porém não coloque muito para não perder a consistência; o ideal é a massa ficar firme o suficiente para que não grude muito no cortador de biscoitos
  4. Pré-aqueça o forno a 180°C e unte a forma com margarina e farinha
  5. Faça uma grande bola com toda a massa e abra com um rolo ou com a mão mesmo. Você pode separar em porções menores para cortar com o cortador de biscoitos, ou em bolinhas pequenas e achatá-las para decorá-las com o garfo.
  6. Leve as bolachinhas ao forno, e deixe-as assar por um período de 10 a 15 minutos, ou até que estejam douradas. Se precisar tirar do forno para ver se estão boas, não tem problema! Não vai fermento na massa, então não vão ficar ruins.
  7. Depois de prontos, ainda quentes, polvilhe o açúcar de confeiteiro com o auxílio de uma peneira.

ATENÇÃO: Não adicione a essência de baunilha depois de misturar tudo ou sua massa ficará grudenta — e o sabor diferente do desejado!

Recomendo o consumo com um belo chá e geleia de morango ou de goiaba.

Bon appétit!