A origem do chá

18.04.2016

chá
sm (chin chá) 1 Bot Planta da família das Teáceas (Thea sinensis ou Camellia theifera), originária da Índia e da China, onde é grande seu valor econômico. Suas folhas contêm cafeína e teofilina; chá-da-índia. 2 As folhas dessa planta, preparadas e secas. 3 Infusão dessas folhas. 4 Reunião em que se serve chá. 5 Bot Nome genérico de várias plantas de que se faz infusão: chá-da-índia, chá-mate. 6 Farm Infusão de planta medicinal ou aromática: chá de erva-cidreira. (Michaelis)

Não é muito clara a origem do chá, havendo lendas em torno do assunto. Alguns lugares dizem ser na China, em 59 a.C., em outros dizem ter registros também na China, porém por volta de 2700 a.C.

Portugueses começaram a levar chá do Oriente para a Europa, para consumo próprio, fazendo, assim, o produto se tornar conhecido e chamar a atenção de holandeses, que foram os primeiros a importar para venda, no fim do século XVI. Logo o chá criou fama na Holanda, espalhando-se por outros países da Europa Ocidental, entre as famílias ricas.

A primeira data de anúncio publicitário sobre chá na Inglaterra se passa em setembro de 1658, dizendo “China Drink, called by the Chinese, Tcha, by other Nations Tay alias Tee“, traduzindo para o português “Bebida da China, chamada de Tcha pelos chineses e por outras nações Tay e Tee”. Porém foi o casamento de Charles II com a portuguesa-viciada-arrumida-em-chá, Catarina de Bragança, o ponto de mudança da história do chá no Reino Unido.

(In Green/Shutterstock)

(In Green/Shutterstock)

Graças à princesa, então rainha, a East India Company começou a importá-lo para venda no Reino Unido, em meio à classe mais rica, por ainda ser um produto caríssimo e fora de cogitação entre o povo pobre. De fato, as taxas de importação eram tão altas que a venda quase foi vetada no país – cerca de 25 centavos de libra a cada libra vendida, em 1689. Em 1692, a taxa foi reduzida a 5 centavos, e, mesmo assim uma rede criminosa de contrabando de chá (!) foi criada, espalhando o consumo entre todos. Notando a perda de fundos, em 1784 o governo britânico resolveu diminuir a taxa de 119% para 12,5% sobre o produto, tornando assim possível o consumo entre todas as classes.

Até então não se sabia se o consumo era prejudicial ou bom para a saúde. Naquela época, dizia-se que o consumo excessivo de chá poderia levar à perda de força e depressão (!). O debate perdurou até o século XIX e só terminou no meio dele, quando uma nova geração de filantropos percebeu, por fim, a importância do chá até mesmo no meio de uma jornada de trabalho – eu que o diga –, então até começou a ser servido no lugar da bebida alcoólica em eventos sociais.

(Ramon Antinolo/Shutterstock)

(Ramon Antinolo/Shutterstock)

Durante a Primeira Guerra Mundial o chá se tornou oficialmente a bebida mais importante do Reino Unido, por conta de seu preço acessível entre todas as classes, e seu consumo foi controlado pelo governo britânico, a fim de garantir que todos tivessem seu chá da tarde. Já em meio à Segunda Guerra Mundial, o consumo foi racionado durante o período de 1940 a 1952, retornando às vendas em leilões de chá (!), que eram tradicionais desde 1706 (oi, Twinings), porém que perderam o valor com o tempo – pudera, é de leilões que estamos falando. Mesmo assim, o último ocorreu no dia 29 de junho de 1998.

Com os leilões de chá em extinção, uma nova forma de bebê-lo foi criada: o saquinho! Ele foi inventado nos Estados Unidos, no início do século XX, no entanto as vendas na Grã Bretanha começaram a alavancar nos anos 1970. Você consegue imaginar a vida usando somente infusores e chaleira?

(Marta Meos/Shutterstock)

(Marta Meos/Shutterstock)

As companhias britânicas de chá continuam sendo as maiores do mundo, importando e exportando do Ocidente para o Oriente, e vice-versa, com pesquisas comprovando que traz muitos benefícios à saúde, de forma geral. Mas isso é assunto para outro post!

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Beijinhos!

Fonte: Tea.co.uk


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Francine C. SilvaFrancine C. Silva

gosta de compartilhar amor, de trazer alegria e de dar abraços, se você precisar de um. É uma publicitária sonhadora, que transformou seus hobbies em profissões e hoje trabalha com o que mais gosta: escrever e atuar. Sempre carrega um bloco de notas e uma caneta na bolsa, vive organizando suas estantes de livros, tem um cachorro chamado Chuck Berry e é fã de musicais.



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