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09 fev, 2016

Tercinha da resenha: “O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro”, por Felipe Ferreira

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Titulo: O livro de ouro do Carnaval brasileiro
Autor: Felipe Ferreira
Editora: Ediouro-Singular
Número de páginas: 420
Compre na Saraiva: Físico

Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou, que te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval… ♫
(Máscara Negra, de Zé Keti e Hildebrando Matos, 1967)

Por hoje ser carnaval, e como brasileiros natos ou naturalizados que somos, nada melhor do que apreciarmos essa festa popular. Carnaval nos remete a algo superior, não importa sua etnia, sua raça, crença, sexo, o que vale é se jogar sem medo, e é isso que torna esse clima naturalmente saudável: Ser você mesmo.

O livro que escolhi compartilhar com vocês, foi lido por mim há certo tempo, como estamos nessa festividade, lembrei-me dele e as razões que me fizeram falar sobre o mesmo. O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, escrito por Felipe Ferreira, é um produto de anos de pesquisa; A obra é uma visão inédita e contemporânea do Carnaval brasileiro, capaz de expressar muito do que fomos, somos e seremos.

Sinopse:

Quando confetes e serpentinas colorem ruas e salões e a bateria arrepia até quem não é muito de samba, está em cena a maior festa popular do mundo. Assim o Carnaval brasileiro é conhecido nos quatro cantos do planeta. Entretanto, paralelamente à alegria e à descontração dessa festança, existe uma bela história até então pouco abordada pelo mercado editorial brasileiro. Este livro aborda a história do carnaval desde seu surgimento, na Idade Média, até o advento da Internet, passando pela organização da festa nas principais cidades do país. Traça um amplo e surpreendente painel da cultura brasileira e contém informações inéditas e análises capazes de agradar tanto ao estudioso compenetrado quanto o folião mais animado.”

A história começou no ano de 604 quando o papa Gregório I deliberou que, num determinado período do ano, os fieis deveriam deixar de lado a vida cotidiana para, durante um certo número de dias, dedicarem-se exclusivamente às questões espirituais. Todo esse evento durava em torno de quarenta dias, lembrando os quarenta dias de jejum e provações passadas por Jesus no deserto antes de iniciar o seu ministério apostólico.

Por causa disso o período ficou conhecido com o nome de “quadragésima” ou “quaresma”. A usança foi-se espalhando, até que no ano de 1901, época do papa Urbano II, foi realizada uma reunião dos representantes dos representantes da Igreja – chamada de Sinodo de Benevento – na qual se decidiu, entre muitas outras coisas, que estava na hora de escolher a data oficial para o período da Quaresma.

O primeiro dessa sequência de dias passa a ser chamado de Quarta-feira de Cinzas, em vista do costume, que até hoje perdura, de se marcar a testa dos fiéis com uma cruz feita com as cinzas de uma fogueira, em sinal de penitência. A partir daí, estava legalmente decretado que durante os quarenta dias de privações os fiéis deveriam esquecer os prazeres da vida material e dedicar-se a elevar seu espírito a Deus e a meditar sobre Cristo e sua ressurreição, que seria festejada no fim da Quaresma, no domingo de Páscoa.

Bom, esse livro apesar de falar da história do carnaval é bem informal, agrada até quem não é chegado em história e sim ao carnaval propriamente dito. As mudanças que ocorreram no Brasil refletiu muito no carnaval, transformado-o no que é hoje! Um carnaval sem diferenças, com todos envolvidos em prol de um bem maior que é a celebração desta data festiva. Portanto, se estiverem com tempo, ou até mesmo sem, pausem um pouco o que estiverem fazendo e leiam este livro, garanto que não irão se arrepender!

Beijos, e até a próxima!

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