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22 mar, 2016

Tercinha da resenha: “O Filho do Hamas”, por Mosab Hassan Yousef

O livro que eu escolhi hoje tem um conteúdo um pouco diferente dos demais livros citados por mim.
Ele foi lançado há bastante tempo, mas só fui ter conhecimento dele ano passado, exatamente 1 ano atrás: O Filho do Hamas.

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Título: Filho do Hamas
Autor: Mosab Hassan Yousef
Editora: Sextante / Gmt
Páginas: 288
Compre: Físico: Amazon, Cultura, Saraiva | Digital: Kindle, Kobo, Lev
Adicione à sua estante: Skoob | Goodreads

Sinopse:

Desde a infância, Mosab Hassan Yousef viveu nos bastidores do grupo fundamentalista islâmico Hamas e testemunhou as manobras políticas e militares que contribuíram para acirrar a sangrenta disputa no Oriente Médio. Por ser filho mais velho de um dos fundadores da organização, todos acreditavam que ele seguiria os passos do pai.

O livro é o relato impressionante do caminho inesperado que o autor resolve seguir ao questionar o sentido de um conflito que só traz sofrimento para inocentes, sejam eles palestinos ou israelenses. Esta é também uma história de transformação pessoal, uma jornada de redescoberta espiritual que começa com a participação de Mosab num grupo de estudos biblícos e culmina na sua conversão ao cristianismo e na crença de que “amar seus inimigos” é o único caminho para a paz no Oriente Médio.

Mosab Hassan Yousef é o filho mais velho do xeique, líder religioso muçulmano, Hassan Yousef, um dos fundadores do Hamas organização palestina que luta contra Israel. Digamos que esse livro caiu de paraquedas em minhas mãos. Estava estudando Economia Política na grade da faculdade, mas ao passar pela prateleira, vi um livro de capa preta, com um rosto, verde sob os olhos e vermelho sob a boca, intitulado O Filho do Hamas.

Desde o ensino fundamental que me falam muito sobre os conflitos no Oriente Médio. Por curiosidade resolvi ler o livro. E não me arrependi. Demorei 2 dias pra finalizar. Levava pra faculdade e lia, passava horas antes de dormir lendo. Eu e minha amiga, as duas lendo o mesmo livro e trocando informações e pesquisando a fundo, intrigada com o enredo que ele traz.

A narrativa desse livro é tão impressionante que, a cada relato, eu me imaginava junto dele nas variadas situações que ele se encontrava. Entender a mente de uma criança, atrofiada numa guerra, sem escrúpulo algum, aprendendo desde pequeno a engolir certos valores que foram passados de pai para filho, e seguindo sua religião fielmente, sem pontos e nem vírgulas. Isso foi o que Mosab passou.

A disputa entre judeus e palestinos é antiga, mas ter relatos de alguém que conviveu com isso desde que nasceu, te dá uma outra perspectiva. E sinceramente, em algumas passagens chega a ser revoltante. Ele nasceu em Ramallahm, Cisjordânia. Assim como seu pai admirava seu avó, Mosab seguia todos os passos de seu pai. Indo todos os dias com seu pai na Mesquita. Achava-o um homem justo, amoroso e determinado, desejando ser como ele.

Visando não permitir que palestinos cruzassem as fronteiras, israelenses os oprimiam, prendendo e perseguindo líderes religiosos que incentivavam organizações como o Hamas. Medo e ódio era o que se sentia pelas ruas da Cisjordânia e Gaza, reflexo desta disputa desenfreada. Como forma de defesa, crianças e outros civis atiravam pedras nos soldados israelenses quando passavam pelos seus ônibus, tanques e carros, dentre eles, Mosab.

Os mais experientes e influentes planejavam ataques terroristas e outras manobras prejudiciais à Israel. Apesar de nunca completamente ligado a esses ataques, dentro desse último grupo temos o pai de Mosab. O pai de Mosab foi preso inúmeras vezes, por ser um dos líderes que incentivavam o Hamas. Em uma dessas prisões, todo viraram as costas para sua família, Mosab e sua mãe tiveram que enfrentar sozinhos dificuldades financeiras, arrumando formas de sustentar a eles e seus irmãos, mas quando seu pai retornava era motivo de festa.

Mosab foi alimentando seu ódio por Israel e todos os judeus, o ponto alto deste ódio é quando prestes a se formar na escola e a completar 18 anos, comprando armas para se defender dos israelenses. Mosab é descoberto, os soldados de Israel o capturam e levam para a prisão, onde é torturado. Ouvindo a mesma sinfonia, por muitas vezes ficando noites sem dormir, sentado em uma cadeira que mal comportava seu corpo.

Mas, um interrogador propõe que ele se torne um colaborador, uma pessoa influente no meio dos terroristas e revolucionários que, secretamente, passa todas as informações que conseguir para o Shin Bet, serviço de inteligência interno de Israel.

“Ao contar minha história, a maior esperança que tenho é mostrar ao meu povo – os palestinos seguidores do Isla, que têm sido usados por regimes corruptos há centenas de anos – que a verdade pode libertá-los. Também faço esse relato para permitir que o povo israelense saiba que há esperança. Se eu, o filho de um dos líderes de uma organização terrorista cujo objetivo é a extinção de Israel, pude chegar a um ponto no qual não apenas aprendi a amar o povo judeu como também arrisquei minha vida por ele, é porque existe um sinal de esperança.”

Mosab se vê entre os valores que aprendeu desde pequeno, o ódio por Israel e o medo de perder a vida. Neste momento do livro, ele diz sim, se tornando um colaborador. Tendo agora uma vida dupla, o certo não é mais certo, e as incertezas regem sua trajetória. Dentre uma das viagens feitas por ele, Mosab descobre o cristianismo, a Bíblia e Jesus.

Mosab agora fica dividido entre sua família, sua Nação, duas religiões, a sua honra, que até então começa a ser questionada. E de forma alguma podendo levantar suspeitas de sua nova identidade, se descobrisse, ele morreria. Mosab começa a refletir sobre quem são seus verdadeiros inimigos, seu verdadeiro Deus e, principalmente, qual a verdadeira solução para o conflito entre palestinos e israelenses.

Os relatos são emocionantes; cada prisão que ele passa, cada situação que ele enfrenta, nos faz perceber o quão frágeis e indefesos somos, o quanto a vida vale para que permaneçamos numa guerra sangrenta e que, no fim, somente os poderosos irão se sobressair disso tudo. Vemos o quanto pessoas inocentes sofrem e acabam pagando por algo inerente a elas.

Se eu posso tirar uma conclusão desse livro, é que, como seres humanos, somos falhos, porém também somos cruéis, na medida em que a situação exige que sejamos.

Não deixem de ler o livro, vale muitíssimo a pena.

Até a próxima!

15 mar, 2016

Tercinha da resenha: “Ela Não É Invisível”, por Marcus Sedgwick

Hey! Terça-feira de mais uma resenha. Resolvi falar de um livro que possui uma capa muito bem elaborada
e de um conteúdo mais elaborado ainda. “Ela não é invisível” é um livro juvenil, porém bastante enriquecedor.

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Título: Ela Não É Invisível
Autor: Marcus Sedgwick
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Compre: Físico: Saraiva, Amazon, Cultura | Digital: LevKindle, Kobo
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Sinopse: Laureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue terminá-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York. Convencida de que algo muito errado está acontecendo, ela toma uma decisão impulsiva e perigosa: rouba o cartão de crédito da mãe, sequestra o irmão mais novo e entra em um avião rumo a Nova York para procurar o pai. Mas a cidade grande guarda muitos perigos para uma jovem cega e seu irmãozinho de 7 anos.

Laureth Peak é filha de um escritor renomado de livros humorísticos. Para ajudar seu pai, Jack Peak, Laureth é responsável por responder os e-mails que ele recebe de seus fãs e críticos. Nisso, ela recebe um e-mail estranho, no qual um homem afirmava ter o caderno de anotações de seu pai, e que ela teria que ira até Nova York para obtê-lo novamente e pagar a recompensa que ele propunha. Como o caderno de seu pai havia ido parar tão distante, sendo que ele tinha viajado para a Suíça? Seu pai, havia decidido mudar o gênero de seus próximos livros. Obsessivo pelo número 354, Jack viajara incontáveis vezes atrás de informações sobre coincidências para produzir a sua nova obra.

Intrigada e disposta a ter o caderno de volta, Laureth cheia de indagações, decide ir da Inglaterra para os Estados Unidos, a procura de seu pai. Ela não contava com o apoio de sua mãe, visto que seus pais estavam em constante discussões e desavenças, dada a circunstância paranoica dele.

A menina resolve roubar o cartão de crédito de sua mãe e de quebra levando seu irmão consigo, ela se aventura para um destino incerto e perigoso. Sem enxergar, devido a sua cegueira, Laureth deve confiar em seu irmão Beijamin, de apenas 7 anos, e em seu instinto, até encontrar seu pai.

Esse livro foi uma inconstância para mim. Fiquei sabendo de sua existência no segundo semestre do ano passado, meio em dúvida se iria ler, já que a sinopse não havia me convencido muito.

Mas a prímicia de lê-lo foi algo prazeroso. A personagem principal é sem dúvida cativante, forte e uma personalidade totalmente diferenciada. Claro, sem deixar de lado seu irmão, que tem sua dose cativa. Ajudando a irmã em todos os momentos nessa ideia louca, logo já se nota a solidão dessa criança, mas nada que o deixe de merecer ser lembrado.

Não se engane com Laureth, ela pode ser cega, mas é independente, e enfrenta suas limitações, seus sentimentos estimulam a leitura, ainda mais pela narrativa ser em primeira pessoa. E ter uma linguagem mais acessível. Ela não é invisível, critica fortemente o preconceito sofrido pelos deficientes físicos. Não conseguimos compreender as limitações dos outros, até que ele se torne nossa condição ou de alguém ao nosso redor.

Se você olhar por outra perspectiva, e tratar a personagem como algo real, a lição que aprendemos é perfeitamente como um murro em nossas barreira e pré-julgamentos. A sua força de vontade é algo especial, não importa sua fraqueza física, ela ultrapassa isso facilmente. Sem contar a admiração de Laureth por Jack, as dificuldades que ela e seu irmão enfrentaram, mas um se apoiando no outro, a relação dos irmãos no decorrer do livro é algo emocionante.

“Não me importo em ser cega. O que me incomoda são as pessoas me tratando como se eu fosse idiota.”

No caderno de seu pai, havia várias referências de Carl Jung, Edgar Allan Poe e Freud. O autor Marcus Sedgwick, no final de alguns capítulos, mostrou aos leitores o que Jack escrevia em seu livro. Leis da física, vários pensadores enaltecidos nas ideias do personagem a cerca de “coincidências”. O mistério desse livro é carregado até o fim, onde o autor toma um rumo que pode não ser tão agradável, mas compreensível. Marcus Sedgwick, consegue explorar uma bela reflexão filosófica, além de se aprofundar em um mundo de incertezas e perspectivas de personagem totalmente reversos. É uma trama juvenil que vale a pena conferir, e se deixar envolver por um novo olhar.

Nota: 4/5 — Só pelo final não ter superado tanto as expectativas, e pelo fechamento que o desencadeou.

23 fev, 2016

“O Demonologista”, por Andrew Pyper

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“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O DEMONOLOGISTA (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.
Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

Já tem um tempo que eu li O Demonologista – li alguns livros depois, inclusive –, mas queria muito falar dele aqui no blog, por ser um livro numa pegada diferente e tudo mais.

Título: O Demonologista
Autor: Andrew Pyper
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 320
Compre na Amazon: Físico | Digital
Adicione no Skoob: Nacional | Original

Comecei a ler por influência do bonito do Lucas, que pegou emprestado de uma amiga nossa. Ele falava do livro com tanta empolgação que tive que ver com meus próprios olhos, literalmente.

Baixei no Kobo e tentei acompanhá-lo. No prefácio fiquei com o coração e os cabelos na mão, sentindo-me um pouco mal – tenho sensibilidade à essas coisas –, ainda mais sendo narrado pela filha de David Ullman, uma criança de apenas nove anos.

Pois bem, os fatos começaram a ocorrer e eu comecei a devorar o livro somente no caminho de casa para o serviço. O anseio pela cena da primeira possessão me deixou muito apreensiva, me fazendo praticamente engolir o livro até quando estava em casa. . Sou muito suscetível à espaço e tempo e a narrativa de Andrew Pyper prende demais, DEMAIS; quem me conhece sabe como dou valor à uma boa narrativa.

O Demonologista - Outtamind.com

Em seguida a menina some e nós não sabemos o que realmente lhe acontece… e acho que a emoção deu uma freada por aí.

As cenas de possessão já não me deixavam mais agoniada e eu ansiava pelo desfecho do livro. Acho que Ullman sofre demais durante todo o tempo, por mais que ele tenha passado a acreditar em coisas que antes duvidava. O fim é incerto. Eu tive uma interpretação, Lucas teve outra… o que nos rendeu um almoço de discussão. Inclusive ele disse, desde o início, que achou ser parecido com Constantine. Eu nunca assisti – porque, oi, minha irmã mais velha não me deixou na época, embora eu nunca tivesse medo de filmes –, então não tenho como opinar neste caso.

O acabamento do livro é nota 10. A DarkSide Books investiu e muito bem nisso. A lombada parece ter sido arrancada ou ter caído, assim como livros antigos. A capa é dura, tem laminação soft touch e um tipo de verniz localizado que simula algo arranhado.

Nota: 3.5/5só porque o enredo foi superestimado; infelizmente, eu esperava mais.

16 fev, 2016

Tercinha da resenha: “Como eu era antes de você”, por Jojo Moyes.

Vamos para nossa terça-feira de cada dia.

Fiquei pensando em qual livro resenhar hoje, tentando puxar algum da memória, até que resolvi falar sobre esse. Tenho uma lista com os livros que mais valeram a pena ler — esse consta na minha lista –, e do nada se tornou um dos meus preferidos, não só pelo enredo, mas pela combinação de fatores que o deixaram especial. Portanto, aqui está um pouquinho da minha perspectiva de “Como eu era antes de você”.

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Sinopse:

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento.

O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

Titulo: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Compre na Amazon: FísicoDigital
Adicione no Skoob: Nacional | Original

Como dizem que a primeira impressão é aquela que fica, tive que mudar de opinião.
A capa do livro em suma é bem singela, mas isso não diminuía a grandeza das palavras que o continham.
O ditado certo para esse livro seria, nunca julgue um livro pela capa. O seu título diz tudo.
Esse livro é uma verdadeira montanha russa de sentimentos. Ele abrange tantas coisas, amor, doação,
luta, renuncia, esperança, dedicação e novas perspectivas. Cada um dos protagonistas te envolve de uma
maneira única, não é a toa que virou filme, e logo estreias nas telas dos cinemas.
Will Traynor e Louisa Clark, eles são a prova que o amor brota de onde menos se imagina, e a forma pura
como cada um deles o sente é encantador.
Se surpreenda com a força dessa relação.

“Às vezes, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.”

Will era um homem despretensioso e cheio de vida, adorava aventuras, mas sua vida muda completamente quando sofre um acidente, em uma noite chuvosa, ficando então tetraplégico.

Dois anos depois, Louisa, perdendo seu emprego no café e ficando desempregada, acaba arrumando um emprego, como cuidadora para um deficiente, que por acaso é Will. O contrato de trabalho tem duração de seis meses, e é justamente neste período que a vida dos dois muda pra sempre, e eles nunca mais serão os mesmos.

A autora consegue mostrar as diversas dificuldades enfrentas por quem tem deficiência ou quaisquer limitações. Ela nos faz refletir, mostrar que não importa sua condição, qualquer um consegue viver com ela, enfrentar seus obstáculos, dia após dia. Will, perdeu o gosto pela vida e acabou desistindo de lutar, assim como muitos por aí o fazem. Will quando desabafa seu ponto de vista, nos faz entender o que cada pessoa com essa condição passa, e na maioria das vezes, as limitações começam na cabeça de cada um, quando pensa em tudo o que não pode fazer, e não resistindo às outras diversidades. Quando Louisa chega, ambos mudam sem perceberem, ela aparece
no momento crucial, quando ele mais precisava.

Ambos mostram perspectivas que eles mesmos limitavam, ela lhe dá esperança, e ele um novo horizonte. A forma como eles descobrem o amor, simples, mas fascinante.

E, não se enganem, é difícil segurar as lágrimas quando se lê a última frase e fecha a capa do livro. O aperto ainda permanece, quando me lembro da história.

Não deixem de ler, coloquem na lista de leitura, porque vale muito a pena. E corram para o cinema, e assistam, o filme tem estreia marcada nos Estados Unidos para o dia 03 de junho desse ano, em breve chega nas telonas brasileiras.

Jojo Moyes fez um trabalho maravilhoso, uma escrita impecável e com riquezas de detalhes. Will e Louisa mudaram a vida de muitas pessoas por aí, tenho certeza.

Vejo vocês na próxima!

09 fev, 2016

Tercinha da resenha: “O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro”, por Felipe Ferreira

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Titulo: O livro de ouro do Carnaval brasileiro
Autor: Felipe Ferreira
Editora: Ediouro-Singular
Número de páginas: 420
Compre na Saraiva: Físico

Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou, que te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval… ♫
(Máscara Negra, de Zé Keti e Hildebrando Matos, 1967)

Por hoje ser carnaval, e como brasileiros natos ou naturalizados que somos, nada melhor do que apreciarmos essa festa popular. Carnaval nos remete a algo superior, não importa sua etnia, sua raça, crença, sexo, o que vale é se jogar sem medo, e é isso que torna esse clima naturalmente saudável: Ser você mesmo.

O livro que escolhi compartilhar com vocês, foi lido por mim há certo tempo, como estamos nessa festividade, lembrei-me dele e as razões que me fizeram falar sobre o mesmo. O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, escrito por Felipe Ferreira, é um produto de anos de pesquisa; A obra é uma visão inédita e contemporânea do Carnaval brasileiro, capaz de expressar muito do que fomos, somos e seremos.

Sinopse:

Quando confetes e serpentinas colorem ruas e salões e a bateria arrepia até quem não é muito de samba, está em cena a maior festa popular do mundo. Assim o Carnaval brasileiro é conhecido nos quatro cantos do planeta. Entretanto, paralelamente à alegria e à descontração dessa festança, existe uma bela história até então pouco abordada pelo mercado editorial brasileiro. Este livro aborda a história do carnaval desde seu surgimento, na Idade Média, até o advento da Internet, passando pela organização da festa nas principais cidades do país. Traça um amplo e surpreendente painel da cultura brasileira e contém informações inéditas e análises capazes de agradar tanto ao estudioso compenetrado quanto o folião mais animado.”

A história começou no ano de 604 quando o papa Gregório I deliberou que, num determinado período do ano, os fieis deveriam deixar de lado a vida cotidiana para, durante um certo número de dias, dedicarem-se exclusivamente às questões espirituais. Todo esse evento durava em torno de quarenta dias, lembrando os quarenta dias de jejum e provações passadas por Jesus no deserto antes de iniciar o seu ministério apostólico.

Por causa disso o período ficou conhecido com o nome de “quadragésima” ou “quaresma”. A usança foi-se espalhando, até que no ano de 1901, época do papa Urbano II, foi realizada uma reunião dos representantes dos representantes da Igreja – chamada de Sinodo de Benevento – na qual se decidiu, entre muitas outras coisas, que estava na hora de escolher a data oficial para o período da Quaresma.

O primeiro dessa sequência de dias passa a ser chamado de Quarta-feira de Cinzas, em vista do costume, que até hoje perdura, de se marcar a testa dos fiéis com uma cruz feita com as cinzas de uma fogueira, em sinal de penitência. A partir daí, estava legalmente decretado que durante os quarenta dias de privações os fiéis deveriam esquecer os prazeres da vida material e dedicar-se a elevar seu espírito a Deus e a meditar sobre Cristo e sua ressurreição, que seria festejada no fim da Quaresma, no domingo de Páscoa.

Bom, esse livro apesar de falar da história do carnaval é bem informal, agrada até quem não é chegado em história e sim ao carnaval propriamente dito. As mudanças que ocorreram no Brasil refletiu muito no carnaval, transformado-o no que é hoje! Um carnaval sem diferenças, com todos envolvidos em prol de um bem maior que é a celebração desta data festiva. Portanto, se estiverem com tempo, ou até mesmo sem, pausem um pouco o que estiverem fazendo e leiam este livro, garanto que não irão se arrepender!

Beijos, e até a próxima!