Posts marcados na categoria Literatura

25 abr, 2016

Volume definitivo de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”

A editora Arqueiro lançará uma nova edição do “Guia do Mochileiro das Galáxias”, juntando a trilogia de cinco em um único volume, do eterno Douglas Adams.

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Agora, a melhor parte: nós, loucos da toalha, já podemos comprar, pois está em pré-venda!

Amazon | Saraiva | Cultura

08 mar, 2016

Quatro mulheres poderosas da literatura

Feliz Dia Internacional da Mulher!

Hoje venho trazer mulheres incríveis, que fazem a diferença neste nosso mundo literário e que você DEVE conhecer.

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Deborah Rodriguez

Autora de Uma pequena casa de chá em Cabul, do best-seller O Salão de Beleza de Cabul: O Mundo Secreto das Mulheres Afegãs e outros títulos, Deborah é cabeleireira, palestrante e tentou ser líder de banda na época do colégio, antes de ser escritora. Em seus romances, ela relata como é viver no Afeganistão, sempre trazendo discussões culturais e significantes à tona.

Site oficial: debbierodriguez.com

Chimamanda Ngozi Adichie

Chimamanda Ngozi Adichie

Nigeriana, palestrante, escritora e vencedora do Orange Prize, Chimamanda é uma das mulheres mais influentes no feminismo, com seu discurso altamente didático no TEDx Talks, “We should all be feminists” — transcrito e traduzido, no Brasil, pela Companhia das Letras. É autora dos best-sellers Americanah, Hibisco Roxo e Meio Sol Amarelo, que teve adaptação para cinema em 2013, dirigido por Biyi Bandele. Em suas obras, ela traz discussões culturais de como é ser mulher, negra e africana.

Site oficial: chimamanda.com

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Clarice Lispector

Nascida como Haia na Ucrânia, porém naturalizada brasileira, Clarice foi uma escritora de romances, contos e ensaios, uma das mais importantes do século XX. Entre suas obras mais famosas estão Perto do coração selvagemLaços de famíliaA hora da estrelaUm sopro de vida. Recentemente a Editora Rocco lançou uma coletânea de seus contos. Clarice faleceu um dia antes de seu aniversário de 57 anos.

Site: claricelispector.com.br

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J. K. Rowling

Britânica, ela escreveu sua primeira história de sucesso em um café na Escócia, mas nem só de Harry Potter vive J. K. O Chamado do Cuco, um romance policial, foi lançado sob o pseudônimo de Robert Galbraith, numa pegada totalmente diferente de Harry Potter — caso literatura fantástica infantojuvenil não lhe agrade. Além de tudo, Harry Potter lhe rendeu o Prêmio Hans Christian Andersen de literatura.

Site oficial: jkrowling.com


Conhece mais alguma autora que faz a diferença? Conta aqui nos comentários!

 

23 fev, 2016

“O Demonologista”, por Andrew Pyper

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“A maior astúcia do Diabo é nos convencer de que ele não existe”, escreveu o poeta francês Charles Baudelaire. Já a grande astúcia de Andrew Pyper, autor de O DEMONOLOGISTA (DarkSide® Books, 2015), é fazer até o mais cético dos leitores duvidar de suas certezas. E, se possível, evitar caminhos mal-iluminados.

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico.
Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.

Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.

Já tem um tempo que eu li O Demonologista – li alguns livros depois, inclusive –, mas queria muito falar dele aqui no blog, por ser um livro numa pegada diferente e tudo mais.

Título: O Demonologista
Autor: Andrew Pyper
Editora: DarkSide Books
Número de páginas: 320
Compre na Amazon: Físico | Digital
Adicione no Skoob: Nacional | Original

Comecei a ler por influência do bonito do Lucas, que pegou emprestado de uma amiga nossa. Ele falava do livro com tanta empolgação que tive que ver com meus próprios olhos, literalmente.

Baixei no Kobo e tentei acompanhá-lo. No prefácio fiquei com o coração e os cabelos na mão, sentindo-me um pouco mal – tenho sensibilidade à essas coisas –, ainda mais sendo narrado pela filha de David Ullman, uma criança de apenas nove anos.

Pois bem, os fatos começaram a ocorrer e eu comecei a devorar o livro somente no caminho de casa para o serviço. O anseio pela cena da primeira possessão me deixou muito apreensiva, me fazendo praticamente engolir o livro até quando estava em casa. . Sou muito suscetível à espaço e tempo e a narrativa de Andrew Pyper prende demais, DEMAIS; quem me conhece sabe como dou valor à uma boa narrativa.

O Demonologista - Outtamind.com

Em seguida a menina some e nós não sabemos o que realmente lhe acontece… e acho que a emoção deu uma freada por aí.

As cenas de possessão já não me deixavam mais agoniada e eu ansiava pelo desfecho do livro. Acho que Ullman sofre demais durante todo o tempo, por mais que ele tenha passado a acreditar em coisas que antes duvidava. O fim é incerto. Eu tive uma interpretação, Lucas teve outra… o que nos rendeu um almoço de discussão. Inclusive ele disse, desde o início, que achou ser parecido com Constantine. Eu nunca assisti – porque, oi, minha irmã mais velha não me deixou na época, embora eu nunca tivesse medo de filmes –, então não tenho como opinar neste caso.

O acabamento do livro é nota 10. A DarkSide Books investiu e muito bem nisso. A lombada parece ter sido arrancada ou ter caído, assim como livros antigos. A capa é dura, tem laminação soft touch e um tipo de verniz localizado que simula algo arranhado.

Nota: 3.5/5só porque o enredo foi superestimado; infelizmente, eu esperava mais.

16 fev, 2016

Tercinha da resenha: “Como eu era antes de você”, por Jojo Moyes.

Vamos para nossa terça-feira de cada dia.

Fiquei pensando em qual livro resenhar hoje, tentando puxar algum da memória, até que resolvi falar sobre esse. Tenho uma lista com os livros que mais valeram a pena ler — esse consta na minha lista –, e do nada se tornou um dos meus preferidos, não só pelo enredo, mas pela combinação de fatores que o deixaram especial. Portanto, aqui está um pouquinho da minha perspectiva de “Como eu era antes de você”.

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Sinopse:

“Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.

Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento.

O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.”

Titulo: Como eu era antes de você
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 320
Compre na Amazon: FísicoDigital
Adicione no Skoob: Nacional | Original

Como dizem que a primeira impressão é aquela que fica, tive que mudar de opinião.
A capa do livro em suma é bem singela, mas isso não diminuía a grandeza das palavras que o continham.
O ditado certo para esse livro seria, nunca julgue um livro pela capa. O seu título diz tudo.
Esse livro é uma verdadeira montanha russa de sentimentos. Ele abrange tantas coisas, amor, doação,
luta, renuncia, esperança, dedicação e novas perspectivas. Cada um dos protagonistas te envolve de uma
maneira única, não é a toa que virou filme, e logo estreias nas telas dos cinemas.
Will Traynor e Louisa Clark, eles são a prova que o amor brota de onde menos se imagina, e a forma pura
como cada um deles o sente é encantador.
Se surpreenda com a força dessa relação.

“Às vezes, você é a única coisa que me dá vontade de levantar da cama.”

Will era um homem despretensioso e cheio de vida, adorava aventuras, mas sua vida muda completamente quando sofre um acidente, em uma noite chuvosa, ficando então tetraplégico.

Dois anos depois, Louisa, perdendo seu emprego no café e ficando desempregada, acaba arrumando um emprego, como cuidadora para um deficiente, que por acaso é Will. O contrato de trabalho tem duração de seis meses, e é justamente neste período que a vida dos dois muda pra sempre, e eles nunca mais serão os mesmos.

A autora consegue mostrar as diversas dificuldades enfrentas por quem tem deficiência ou quaisquer limitações. Ela nos faz refletir, mostrar que não importa sua condição, qualquer um consegue viver com ela, enfrentar seus obstáculos, dia após dia. Will, perdeu o gosto pela vida e acabou desistindo de lutar, assim como muitos por aí o fazem. Will quando desabafa seu ponto de vista, nos faz entender o que cada pessoa com essa condição passa, e na maioria das vezes, as limitações começam na cabeça de cada um, quando pensa em tudo o que não pode fazer, e não resistindo às outras diversidades. Quando Louisa chega, ambos mudam sem perceberem, ela aparece
no momento crucial, quando ele mais precisava.

Ambos mostram perspectivas que eles mesmos limitavam, ela lhe dá esperança, e ele um novo horizonte. A forma como eles descobrem o amor, simples, mas fascinante.

E, não se enganem, é difícil segurar as lágrimas quando se lê a última frase e fecha a capa do livro. O aperto ainda permanece, quando me lembro da história.

Não deixem de ler, coloquem na lista de leitura, porque vale muito a pena. E corram para o cinema, e assistam, o filme tem estreia marcada nos Estados Unidos para o dia 03 de junho desse ano, em breve chega nas telonas brasileiras.

Jojo Moyes fez um trabalho maravilhoso, uma escrita impecável e com riquezas de detalhes. Will e Louisa mudaram a vida de muitas pessoas por aí, tenho certeza.

Vejo vocês na próxima!

09 fev, 2016

Tercinha da resenha: “O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro”, por Felipe Ferreira

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Titulo: O livro de ouro do Carnaval brasileiro
Autor: Felipe Ferreira
Editora: Ediouro-Singular
Número de páginas: 420
Compre na Saraiva: Físico

Foi bom te ver outra vez
Está fazendo um ano
Foi no carnaval que passou
Eu sou aquele Pierrô
Que te abraçou, que te beijou, meu amor
Na mesma máscara negra
Que esconde o teu rosto
Eu quero matar a saudade
Vou beijar-te agora
Não me leve a mal
Hoje é carnaval… ♫
(Máscara Negra, de Zé Keti e Hildebrando Matos, 1967)

Por hoje ser carnaval, e como brasileiros natos ou naturalizados que somos, nada melhor do que apreciarmos essa festa popular. Carnaval nos remete a algo superior, não importa sua etnia, sua raça, crença, sexo, o que vale é se jogar sem medo, e é isso que torna esse clima naturalmente saudável: Ser você mesmo.

O livro que escolhi compartilhar com vocês, foi lido por mim há certo tempo, como estamos nessa festividade, lembrei-me dele e as razões que me fizeram falar sobre o mesmo. O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro, escrito por Felipe Ferreira, é um produto de anos de pesquisa; A obra é uma visão inédita e contemporânea do Carnaval brasileiro, capaz de expressar muito do que fomos, somos e seremos.

Sinopse:

Quando confetes e serpentinas colorem ruas e salões e a bateria arrepia até quem não é muito de samba, está em cena a maior festa popular do mundo. Assim o Carnaval brasileiro é conhecido nos quatro cantos do planeta. Entretanto, paralelamente à alegria e à descontração dessa festança, existe uma bela história até então pouco abordada pelo mercado editorial brasileiro. Este livro aborda a história do carnaval desde seu surgimento, na Idade Média, até o advento da Internet, passando pela organização da festa nas principais cidades do país. Traça um amplo e surpreendente painel da cultura brasileira e contém informações inéditas e análises capazes de agradar tanto ao estudioso compenetrado quanto o folião mais animado.”

A história começou no ano de 604 quando o papa Gregório I deliberou que, num determinado período do ano, os fieis deveriam deixar de lado a vida cotidiana para, durante um certo número de dias, dedicarem-se exclusivamente às questões espirituais. Todo esse evento durava em torno de quarenta dias, lembrando os quarenta dias de jejum e provações passadas por Jesus no deserto antes de iniciar o seu ministério apostólico.

Por causa disso o período ficou conhecido com o nome de “quadragésima” ou “quaresma”. A usança foi-se espalhando, até que no ano de 1901, época do papa Urbano II, foi realizada uma reunião dos representantes dos representantes da Igreja – chamada de Sinodo de Benevento – na qual se decidiu, entre muitas outras coisas, que estava na hora de escolher a data oficial para o período da Quaresma.

O primeiro dessa sequência de dias passa a ser chamado de Quarta-feira de Cinzas, em vista do costume, que até hoje perdura, de se marcar a testa dos fiéis com uma cruz feita com as cinzas de uma fogueira, em sinal de penitência. A partir daí, estava legalmente decretado que durante os quarenta dias de privações os fiéis deveriam esquecer os prazeres da vida material e dedicar-se a elevar seu espírito a Deus e a meditar sobre Cristo e sua ressurreição, que seria festejada no fim da Quaresma, no domingo de Páscoa.

Bom, esse livro apesar de falar da história do carnaval é bem informal, agrada até quem não é chegado em história e sim ao carnaval propriamente dito. As mudanças que ocorreram no Brasil refletiu muito no carnaval, transformado-o no que é hoje! Um carnaval sem diferenças, com todos envolvidos em prol de um bem maior que é a celebração desta data festiva. Portanto, se estiverem com tempo, ou até mesmo sem, pausem um pouco o que estiverem fazendo e leiam este livro, garanto que não irão se arrepender!

Beijos, e até a próxima!