Tercinha da resenha: “A insustentável leveza do ser”, por Milan Kundera

12.04.2016

Hey, terça-feira! Como é rotineiro, vamos a mais uma resenha!

Hoje eu trago para vocês o livro de Milan Kundera: A insustentável leveza do ser.

Fiquei apaixonada pelo livro, além de ter uma história fascinante, e que nos tira de nossas barreiras psíquicas.

A insustentável leveza do ser

Sinopse: História de quatro adultos capazes de quase tudo para vivenciar o erotismo que desejam para si. Como limites fortes, encontram um tempo histórico politicamente opressivo e o caráter enigmático da existência humana. Lançado em 1982. Sobre este romance, Italo Calvino escreveu: ´O peso da vida, para Kundera, está em toda forma de opressão. O romance nos mostra como, na vida, tudo aquilo que escolhemos e apreciamos pela leveza acaba bem cedo se revelando de um peso insustentável. Apenas, talvez, a vivacidade e a mobilidade da inteligência escapam à condenação — as qualidades de que se compõe o romance e que pertencem a um universo que não é mais aquele do viver´ (Seis propostas para o próximo milênio). O livro, de 1982, tem quatro protagonistas: Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.

Bom, primeiramente o que mais me chamou atenção foi no enredo da história. O livro faz uma reflexão sobre a existência humana, e o trata como um enigma que requer a decifração.

A Insustentável Leveza do Ser é um clássico; publicado em 1984 pelo tcheco Milan Kundera, a obra combina temas como política, filosofia e relacionamentos amorosos, o que por si só já é um feito. Além disso, foi um sucesso de público e chegou a ser convertido para os cinemas.

A história se passe em Praga (atual República Checa) e em Zurique (Suíça), no ano de 1968. Atravessa por algumas décadas de forma atemporal para mostrar os altos e baixos, descobertas e outras coisas sobre os quatro protagonistas: Tomás, Teresa, Sabina e Franz.

De alguma forma, suas vidas estão entrelaçadas e em um determinado momento suas histórias se cruzam. O livro traz como plano de fundo a Primavera de Praga, período de liberalização política na Tchecoslováquia que era dominada pela União Soviética após a Segunda Guerra Mundial.

Teresa por exemplo repudia algumas atitudes de sua mãe, até perceber que está se tornando parecida com ela; Sabina guarda consigo um chapéu-coco que fora de seu avô, o objeto ilustra a forma com que ela está ligada, diria até presa, ao passado por um vínculo genealógico, que nem ela mesma sabe explicar…

Tomas leva uma vida pautada pelo desapego, suas aventuras sexuais ilustram bem a leveza sobre a qual o autor pondera, porém uma série de acontecimentos o leva a uma situação em que ele se deixa ser esmagado contra o chão pelo fardo que passa a carregar, a partir de então é a leveza que se torna seu fardo, ele deixa de flutuar acima dos acontecimentos e experimenta o que seria de fato a vida real, esta pautada por uma existência cheia de dúvidas e dilemas com os quais ele não sabe lidar.

O livro relatada bem em seus pilares um diálogo sobre o significado da vida, a existência humana carregaria ao mesmo tempo leveza (por acontecer apenas uma vez, não há como saber se outra decisão ou caminho teria sido melhor) e peso, já que toda decisão ou escolha é definitiva e não pode ser tomada novamente. Um conceito complexo, mas que se desenrola claramente nas páginas do livro.

O autor possui uma linguagem nua e crua, seus desencadeamentos ao longo da história sob a perspectiva de cada personagem, nos faz crer que tais acontecimentos estão de frente aos nossos olhos.

“Os personagens de meu romance são minhas próprias possibilidades que não foram realizadas. É o que me faz amá-los, todos, e ao mesmo tempo a todos temer. Uns e outros atravessaram uma fronteira que eles atravessaram (fronteira além da qual termina o meu eu). E é somente do outro lado que começa o mistério que o romance interroga. O romance não é uma confissão do autor, mas uma exploração do que é a vida humana na armadilha que se tornou o mundo…”

O livro é um encontro com emoções, pensamentos amorosos-filosóficos, além de ser uma obra-prima que merece ser lida e apreciada por todos. Uma coisa é certa, depois de ler esse livro, sua mente nunca mais será a mesma.

Até semana que vem!

 


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Uma resposta para "Tercinha da resenha: “A insustentável leveza do ser”, por Milan Kundera"

Bianca Carmo - 13, abril 2016 às (10:54)

Eu amooooooooo esse livro e, inclusive, estou relendo ele agora, quase chegando ao final haha então, fiquei super feliz com o seu post!
Não li outros livros do Milan ainda, mas acho incrível a linguagem que você mencionou dele e como a história se desenrola, falando de conceitos complexos de uma forma tão simples de entender. Fora que me identifico muito com muitas partes do livro, o meu tá todo grifado haha :)

Beijos!

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