Imigração, traslado, hospedagem, Tesco e “chip” de celular, em Londres

25.03.2016

Olá, meus lindos e minhas lindas! Demorei, mas cheguei com mais um post sobre Londres. Nem venham reclamar! Posto sim e, se reclamarem, posto de novo! (Risos)

Baseando-me nas dúvidas que a maioria das pessoas tem quando vai viajar para fora, principalmente Londres, e me pergunta, reuni aqui algumas informações dos meus primeiros dias por lá. Peguem a pipoca e o suquinho, pois o post é bem completo.

Parlamento

Imigração

Graças a Deussssss nossa imigração foi muito tranquila, em comparação aos relatos que li pelas interwebs. O negócio é você juntar os documentos necessários numa pastinha – como Samanta e eu explicamos neste post aqui – e entregar tudo ao agente de imigração assim que ele disser “Good morning” ou “Hello”. Ah! Há uma ordem importante para entregar: passaporte e landing card primeiro, depois, conforme ele for perguntando (De onde você vem? Para onde você vai? Onde ficará hospedado? Tem emprego no Brasil? Quanto você trouxe de dinheiro? Já viajou para outros lugares?), você vai entregando o restante.

Contrariando o que me disseram e o que passei em Buenos Aires, o agente era fofo e super paciente com a turista de segunda viagem que vos fala. Ele fazia as perguntas detalhadas e de forma pausada, sem esquecer do “Você é muito organizada! Queria que todos fossem como você”.

Recebendo meu segundo país no passaporte, foi só alegria. Inclusive, encontrei uma moeda de um cent de dólar assim que passei das cabines! A viagem seria ou não seria ótima?

Carimbos Argentina e Inglaterra

Carimbos Argentina e Inglaterra

Acesso ao metrô do aeroporto de Heathrow (LHR)

Esta informação está corretíssima: há metrô dentro do aeroporto. Só quando voltei ao aeroporto que percebi a simplicidade que seria para me locomover ao hotel. A linha que passa pela estação é a mesma que passa onde fiquei hospedada — Piccadilly. O aeroporto fica na região 6, enquanto o hotel fica na 1, encarecendo, assim, a passagem. Porém pensa na facilidade que é pegar o metrô, sentado (mesmo com bagagem) e ir sentadinho até chegar ao hotel.

A Piccadilly Line faz conexão com várias outras linhas. Portanto se o hotel que quer se hospedar não fica nesta, não se preocupe, pois garanto que chegará ao seu destino da melhor forma possível.

Tenho amigos que podem testemunhar que, assim que você aprende a usar o metrô de Londres, consegue usar qualquer metrô do mundo. Cada linha tem o nome da região que ela passa (por exemplo, a Victoria passa pela rua Victoria e pela estação Victoria; o mesmo acontece com a Piccadilly). Não é muito diferente de São Paulo — claro, tirando todas as linhas que não temos aqui.

Piccadilly Line

Piccadilly Line

Traslado pela CVC/Interopa

A CVC tem parceria com a Interopa e com a EvanEvans, para serviços no Reino Unido. É possível contratar guias que falam português, caso o inglês seja um idioma que você não tenha fluência e queira visitar a Inglaterra de qualquer forma. Os nossos motoristas tanto do trajeto LHR > Hotel quanto Hotel > LHR eram portugueses. Na chegada, avistamos um rapaz com uma plaquinha da CVC em mãos, como aconteceu em Buenos Aires. Na volta, a mesma coisa, só que a motorista estava nos esperando no hall do hotel.

Importante: se for levar duas bagagens de até 32kg cada, favor avisar a CVC para que não haja problemas no transporte. Na Inglaterra é proibido trafegar com bagagem no colo, somente no porta-malas de qualquer carro. Se for um carro de passeio pequeno, não comporta mais que duas malas G. Pense nisto se estiver duas pessoas.

Hotel — Royal National

O hotel escolhido foi o Royal National, próximo à estação Russel Square (300 m), da Piccadilly Line. Pelas fotos de qualquer site, é muito feio, mas estar hospedada lá foi uma das melhores decisões para a viagem.

O staff é simpático, me ajudou quando precisei de orientação para ir à Victoria Coach Station, e em basicamente tudo; Há alguns restaurantes no complexo do hotel, inclusive um italiano (mamma mia) que tem a melhor pizza de pepperoni que já comi — estou salivando de lembrar –, e um pub de raiz que faz os pubs londrinos de SP parecerem superestimados e estereotipados — tocava KT Tunstall, “Feel It All”, quando botei meus pés lá. Nunca esquerei. O café da manhã é ok — resumido à cereais, leite frio, chá preto, café, bisnaguinha e torrada (integrais e brancas), manteiga, jam e suco de laranja e de maçã. Também é possível desfrutar do café da manhã inglês tradicional, por alguns pounds extras, pagos no caixa no fim do bufê. Também há uma agência de viagens e uma casa de câmbio no complexo. Vai brincando.

Meu café da manhã de todo dia.

Meu café da manhã de todo dia.

A tal pizza.

A tal pizza.

O quarto que ficamos não era tão gigantesco quanto ao apartamento que fiquei hospedada em Buenos Aires, porém era o suficiente. Havia um armário para colocar as roupas (as malas não cabiam), com alguns nichos e cabides, próximo ao banheiro (com banheira e água a mil graus), uma penteadeira com um espelho enorme, alguns nichos e uma cadeira, duas camas de solteiro e um criado-mudo no meio. Ah! Também tinha um aquecedor central, que temos certeza de que diminuíram a temperatura quando vimos uns australianos chegando de caravana. Morremos de frio, porém voltei para contar a história.

Chá no quarto: ❤

Chá no quarto: ❤

Há uma chaleira elétrica em cada quarto, com chá preto, leite frio, café e xícaras com pires, secador de cabelo e TV aberta. Diz que tem acesso ao Wi-Fi em todos os quartos também, porém tive problema durante, pelo menos, nove dias, tendo que usar o 3G (falarei sobre isso mais abaixo) e só conseguindo usar a conexão do hotel no térreo. Quando vi o secador de cabelo, achei que seria daqueles fraquinhos que tem em todo hotel, porém me surpreendi. Todo dia que precisava lavar o cabelo, eram, no máximo, 10 minutos para secar — e vocês sabem o tamanho do meu cabelo. Vi no site deles que, se for requisitado, tem como usar uma geladeira. Não sabia desta informação, senão tinha comprado uns quitutes que precisam ser refrigerados.

Eu, de toalha na cabeça, tentando encontrar minha vontade de secar o cabelo.

Eu, de toalha na cabeça, tentando encontrar minha vontade de secar o cabelo.

Há duas torres — a norte e a sul — e sempre nos perdíamos quando saíamos do hotel. Era incrível a nossa capacidade de nos perdermos no mesmo quarteirão. Risos. Também vi no site que há 1630 quartos e é possível alugar os salões e parte do hotel para eventos (quando estávamos lá, vimos vários acontecendo, inclusive prova de bolsa para faculdade e feira do estudante).

O Royal National Hotel fica próximo à British Library (900 metros), ao British Museum (450 m), University of London (350 m), Tesco (290 m) e fica no distrito de Camden, onde Amy Winehouse morava e também onde tem a feira de Camden Town (2,2 km).

Tesco

Em Buenos Aires vi algo muito comum, que nunca tinha visto no Brasil fora de posto de combustível: loja de conveniência. Lá as lojas eram pequenas, como essas de docinhos que vemos por SP. Em Londres, a mais famosa e mais acessível que encontrei chama Tesco. Pelo que pesquisei, também há lojas maiores, porém a que fica próxima à “nossa casa”, não era grande e nem tão pequena quanto às lojinhas de BA; é mais ou menos do tamanho de um Mini Extra, que tem em SP, mas tem de tudo: comida congelada, Frappuccino em garrafa, quiosque da Costa Coffee, lanches frios, pratos para aquecer e para comer frios, frutas (comprei banana do Equador), água (bem barata), enfim, quase tudo que possa precisar durante a estadia; muitas vezes comprávamos lanchinhos e água para levarmos em nossos passeios, gastando pouco. Para dar uma ideia, durante a viagem comprei duas caixas de muffins, cada uma custando £1 e vindo uns catorze, quinze. Inclusive, a Tesco fica em frente à estação Russel Square e tem cashiers “auto-pagáveis” (em dinheiro ou em cartão. São sensacionais).

Quiosque do Costa Coffee (detestei)

Quiosque do Costa Coffee (detestei)

Baguete gigantesca na Tesco de poucas libras.

Baguete gigantesca na Tesco de poucas libras.

SIM card

Quando fui para BA, pensei em ativar o roaming internacional com a minha operadora, mas vocês sabem quanto custa? Pelo que eu vi no site, é cerca de R$ 30 reais POR DIA para usar o 3G fora do Brasil. É ou não é um absurdo? Pois bem. Assim que cheguei em Londres, encontrei em uma lojinha de conveniência (que não era a Tesco) vários cartões SIM, ou chip de celular, como chamam aqui no Brasil. O plano que escolhi foi da Lebara: por £20 comprei o cartão com 2GB de internet móvel por todo o Reino Unido, e SMS e ligações grátis para qualquer número do RU (pelo menos foi o que me venderam). É claro que só usaria as ligações para alguma emergência — o que não foi preciso –, então usei os GB de internet até o último dia da viagem.

Diferentemente da internet móvel do Brasil, a de lá mal gastava da cota, mesmo navegando mais rápido que qualquer servidor de internet banda larga daqui (desculpem, mas é verdade!). Para ter uma noção, em sete dias gastei 900mb, usando muito. Eu usava para enviar fotos e vídeos aos amigos, pelo WhatsApp e pelo Messenger do FB, pro próprio feice e pro Snapchat. Ah! Além de ligar para todo mundo por videochamada no Skype, de qualquer lugar.

O cartão SIM que comprei foi o nano, pro iPhone 6, mas era possível colocar dos outros dois também (micro e convencional); era só destacar da forma que quisesse. É claro que há outras operadoras (Vodafone, O2) e é possível escolher qual quiser, porém achei que o plano da Lebara supria minhas necessidades e eu queria comprar logo, sem ter que ir muito atrás. Aliás, esqueci de mencionar, mas esse cartão é descartável, sendo seu uso limitado a 30 dias. Se a internet acabasse, era só ir a um posto de recarga e colocar mais libras nele. Funciona como um número pré-pago daqui, com a diferença de que sua validade é de 30 dias. Se for ficar mais tempo, sugiro que vá atrás de um plano mais completo, em lojas de operadoras ou mesmo nessas lojinhas.

SIM card da Lebara. (Divulgação)

SIM card da Lebara. (Divulgação)

Acho que é isso, por enquanto! Se tiverem dúvidas, é só perguntar, djow.

Ah! Aqui embaixo coloquei os outros posts que já fiz sobre Londres!


Guia Outtamind Londres
  • Planejamento financeiro
    • Todo o meu planejamento pessoal, com valores de passagens, hospedagem, traslado, seguro-viagem, atrações (pela CVC e pela internet), roupas e acessórios.
  • Visto e imigração de turismo
    • Um post explicando tudinho o que precisa ter em mente e em mãos para a imigração no Reino Unido.
  • Wicked em Londres
    • Resenha do espetáculo do dia 07/09/2015, no Apollo Victoria

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Francine C. SilvaFrancine C. Silva

gosta de compartilhar amor, de trazer alegria e de dar abraços, se você precisar de um. É uma publicitária sonhadora, que transformou seu hobbie em profissão e hoje trabalha com o que mais gosta: escrever. Sempre carrega um bloco de notas e uma caneta na bolsa, vive organizando suas estantes de livros, tem um cachorro chamado Chuck Berry e é fã de musicais.



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